O senhor da Guerra

•16 de setembro de 2010 • 1 Comentário

Muito prazer, eu sou o senhor da guerra
Eu vou lhes dizer o que a guerra encerra
Abra os olhos, vê se presta atenção
Atenção!
Atenção!

A guerra traz um pouco de ação
Evita a super-população
É dinheiro pra quem sabe ganhar
E isso faz o mundo girar
Aquele que luta pela paz
Aposto que ainda não sabe a besteira que faz

Pois guerra é guerra
Que sacode a nossa terra
Quem se vira aqui se ferra
O negócio é se dar bem
Se a barra pesa
O escarola entra na reza
Bom gorila que se presa
Não dá bola pra ninguém

Muito prazer eu sou o senhor da guerra
E vou lhes dizer o que a guerra encerra
Abra os olhos, vê se presta atenção
Atenção!
Atenção!

O negócio é ter o mundo na mão
É lança, arco e flecha ou canhão
Agora nosso pique é total
Terceira estrela no sideral
E o velho Halley que se cuide
Ou pegue o rabo e se mude

Pois guerra é guerra
Que sacode a nossa terra
Quem se vira aqui se ferra
O negócio é se dar bem
Se a barra pesa
O escarola entra na reza
Bom gorila que se presa
Não dá bola pra ninguém…

Raul Seixas

Divagações

•25 de agosto de 2010 • 4 Comentários

“a solidão é a pausa mais sincera e confiável que divide um amor e outro. Uma vez ruim, outra necessária, é ela que dita as palavras do coração diretamente para o papel. Quem nunca deu um tempo pra si mesmo nunca sentiu solidão”

Guarany

Dia do ator!

•19 de agosto de 2010 • 1 Comentário

Hoje é o dia do Ator, aquele cara sensível que tem o dom de transmitir os mais variados sentimentos e sensibilizar os mais variados tipos de pessoas na plateia com uma arte impar e nada técnica… uma arte difícil e por hora ainda não tão valorizada quanto deveria ser… escrevo aqui um texto muito legal de Plínio Marcos falando sobre o ator! a fonte é ( http://arteparamudar.blogspot.com) Boa leitora e Feliz dia do Ator!

O Ator – Plínio Marcos

Por mais que as cruentas e inglórias
Batalhas do cotidiano
Tornem um homem duro ou cínico
O suficiente para fazê-lo indiferente
Às desgraças e alegrias coletivas,
Sempre haverá no seu coração,
Por minúsculo que seja,
Um recanto suave
Onde ele guarda ecos dos sons
De algum momento de amor já vivido.

Bendito seja
Quem souber dirigir-se
A esse homem
Que se deixou endurecer,
De forma a atingi-lo
No pequeno porém macio
Núcleo da sua sensibilidade.
E por aí despertá-lo,
Tirá-lo da apatia,
Essa grotesca
Forma de auto-destruição
A que por desencanto
Ou medo se sujeita.
E por aí inquietá-lo
E comovê-lo para
As lutas comuns da libertação.

O ator tem esse dom.

Ele tem o talento de atingir as pessoas
Nos pontos onde não existem defesas.
O ator, não o autor ou o diretor,
Tem esse dom.
Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dele.
O autor e o diretor só são bons na medida
Em que dão margem a grandes interpretações.

Mas o ator deve se conscientizar
De que é um cristo da humanidade:
Seu talento é muito mais
Uma condenação do que uma dádiva.
Ele tem que saber que para ser
Um ator de verdade, vai ter que fazer
Mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.
É preciso coragem,
Muita humildade e, sobretudo,
Um transbordamento de amor fraterno
Para abdicar da própria personalidade
Em favor de seus personagens,
Com a única intenção de fazer
A sociedade entender
Que o ser humano não tem
Instintos e sensibilidades padronizados,
Como pretendem os hipócritas
Com seus códigos de ética.

Amo o ator
Nas suas alucinantes variações de humor,
Nas suas crises de euforia ou depressão.
Amo o ator no desespero de sua insegurança,
Quando ele, como viajor solitário,
Sem a bússola da fé ou da ideologia,
É obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente
Procurando, no seu mais secreto íntimo,
Afinidades com as distorções de caráter
De seu personagem.

Amo o ator
Mais ainda quando,
Depois de tantos martírios,
Surge no palco com segurança,
Oferecendo seu corpo, sua voz,
Sua alma, sua sensibilidade
Para expor, sem nenhuma reserva,
Toda a fragilidade do ser humano
Reprimido, violentado.
Amo o ator por se emprestar inteiro
Para expor à platéia
Os aleijões da alma humana,
Com a única finalidade
De que o público
Se compreenda, se fortaleça
E caminhe no rumo
De um mundo melhor,
A ser construído
Pela harmonia e pelo amor.

Amo o ator
Consciente de que
A recompensa possível
Não é o dinheiro, nem o aplauso,
Mas a esperança de poder
Rir todos os risos
E chorar todos os prantos.
Amo o ator consciente de que,
No palco, cada palavra
E cada gesto são efêmeros,
Pois nada registra nem documenta
Sua grandeza.

Amo o ator e por ele amo o teatro.
Sei que é por ele que
O teatro é eterno
E jamais será superado
Por qualquer arte que
Se valha da técnica mecânica.

Que tal o céu?

•11 de agosto de 2010 • 1 Comentário

Há muitos lugares pra encontrar

Várias maneiras de renascer

Amanhã deverei estar tão forte

E eu não direi adeus

Amanhã as flores não irão chorar

Os discos não cairão no chão

Nem vento nem chuva nos grandes olhos castanhos

Sem chances de abrir as portas do passado

Olá! Que tal o céu amanhã???

Eu… preciso de ajuda pra encontrar

No céu limpo e claro… nenhuma dor, nenhuma morte…

A vida é uma bebida sem gelo

E não podemos tomar num gole só

Não há muito tempo pra pensar na vida

nem porque chorar o tempo perdido

Então olá.. Que tal o céu amanhã?

Eu… preciso de ajuda pra encontrar

No céu limpo e claro… sem dor, sem morrer … e mais nada…

Que tal???

(Guarany)

Me diz…

•10 de agosto de 2010 • Deixe um comentário

Me diz, se foi assim a vida inteira

Entre, mantenha o fogo aceso a noite inteira

Os dias passam imortais como o sorriso

Procuro palavras pra dizer

O que eu não sinto

agora eu sei o que fazer…

Sempre que eu olho pro horizonte

Fecho os olhos

Como um anjo caído

Abro asas, vou sorrindo

não existe o fim…

Tenha Fé!

•5 de agosto de 2010 • 1 Comentário

então , agora que você deixou uma oportunidade escapar

se lembre que o novo amanhã pode não chegar…

o sol pode não nascer de novo…

então encare o fim das coisas com a cabeça erguida…

amigo, vou te contar uma história, já passei por tristes coisas..

saí da estrada iluminada,  peguei atalhos sem saída,

parei por muito tempo meu caminho…

e agora que cheguei onde eu devia te digo tenha fé…

Cometi muitos erros meu amigo, eles me fizeram triste muitas vezes

mas depois eu pude enxergar, eles foram meus melhores professores.

e então eu pude andar novamente.. com um olhar diferente e passo a passo

e agora que entendi o que não sabia te digo tenha fé…

Se não fossem as dúvidas – os grandes buracos da estrada –

e as feridas nos pés descalços nessa infinita estrada meu amigo

não saberias o que é dor e muito menos pra que serve…

e agora que as dores cessaram meu amigo te digo tenha fé…

Chorei, sofri, e por muitas vezes eu também menti…

muitas portas se abriram instantaneamente e muitas se fecharam…

e hoje eu luto por certezas….

e agora que encontrei a chave meu amigo, eu digo tenha fé…

Quando seus olhos chorarem eu estarei lá pra secá-los…

Quando a noite descer rapidamente eu estarei ao seu lado…

Quando a estrada acabar… Tenha fé…

O que queremos

•2 de agosto de 2010 • 1 Comentário

“A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.”

Mário Quintana