ser/estar

•14 de julho de 2010 • 1 Comentário

tô com fogo, queimo de euforia…

sou impaciente, exigente, sou água fria…

estou louco, sou pouco, demasia…

me sinto cego, com o ego em agonia…

sou um gelo, apelo, fantasia…

tenho medos, segredos, asias…

não tenho sonhos… tenho ironia.. a única compania

Olhos Nublados

•14 de julho de 2010 • Deixe um comentário

Vejo neblina ao meu redor

ando devagar contando os passos

na boca o gosto amargo de ontem

o caminho já sei decor…

Verdade ainda clandestina

visão alucinada, liberdade acorrentada,

a página poética foi arrancada

neblina ao meu redor

contei os passos “por horas febril”

aonde estaria se não fosse o gosto amargo???

talvez na fé que está guardada

entre as esquinas nas madrugadas

teleguiando os pés descalços…

ou na poeira da estrada

na garganta entalada por verdades cruas…

…por um segundo, só por um instante…

…apenas um pouco mais distante…

o tempo passa devagar

e eu aqui a divagar…

nada muda abaixo do céu

sigo sempre em frente. ao léu…

…só pra ficar mais um minuto em transe…

…só pra sentir cada vez mais distante…

Neblina ao nosso redor

por várias vezes quem nunca se sentiu só?

…por um segundo, por um instante…

…cada vez mais distante…

(Guarany / Robson)

Fora de Controle

•12 de julho de 2010 • 4 Comentários

Somos todos sobreviventes

de uma força superior a nós

Estamos cegos e mudos

em um mundo absurdo

Completamente inundados

e sem força para emergir

Sem nenhuma ideia e

sem muito tempo para refletir

Sobre as cinzas da fogueira (de bobeira)

Sobre a crista da onda (na sujeira)

Sobre o olho cego de um furacão (sem visão)

Sobre a fome de uma nação (com razão)

Com o passado enterrado em puro lodo (com falta de ar)

Com o presente fora de controle o futuro qual será?

Iremos para onde?

onde iremos parar?

Será que vamos naufragar?

Será que vamos sobreviver?

Será que vamos para pra pensar?

Será que vamos aprender?

Será?

Será?

Será Será?

........
(Guarany)

Areia da Ampulheta

•11 de julho de 2010 • 1 Comentário

Eu sou a areia da ampulheta
O lado mais leve da balança
Balança que não me aguenta
O ignorante cultivado
O cão raivoso inconsciente
O boi diário servido em pratos
O pivete encurralado
Eu sou a areia da ampulheta
O vagabundo conformado
Sem nunca se ter reformado
O que não sabe qual o lado
Espreita o pesar das pirâmides
Cachaceiro mal amado
O triste-alegre adestrado
Eu sou a areia da ampulheta
O que ignora a existência
De que existem mais estados
Sem idéia que é redondo
O planeta onde vegeta
Eu sou a areia da ampulheta
Eu sou a areia
Eu sou a areia da ampulheta
Mas o que carrega a sua bandeira
De todo o lugar o mais desonrado
Nascido no lugar errado
Eu sou, eu sou você

Fugas…

•9 de julho de 2010 • 3 Comentários

Se você soubesse o que eu temo leria um livro…

Se você sentisse o prazer que eu sinto amaria o inverno…

Se você corresse na minha velocidade odiaria o vento…

se você voasse como pássaro amaria o meu chão…

se você ouvisse minha canção desafinaria no meu canto…

Se você sentisse meu calor amaria a cinza…

Se você dançasse comigo amaria o samba…

Se você soubesse meu desejo me odiaria…

Se você existisse…. não seria só poesia…

Como Uma Pedra a Rolar

•9 de julho de 2010 • Deixe um comentário

Houve um tempo em que você se vestia vem
Jogava moedas para os vagabundos
Não era assim?
As pessoas lhe diziam para se cuidar
Porque estava caindo e ia se queimar

Você só sorria, para ironizar
Até dos que não tinham onde se deitar
Agora não tem mais a empáfia
agora a sua voz já não diz tanta lábia
Você está sozinha agora
Sem saber onde vai comer…

Deve ser ruim, deve ser ruim
Não ter onde ficar
Completamente sozinha
Como uma pedra a rolar

Nem a sociedade
Nem a escola lhe ensinavam nada
Pois apenas… te mimavam
Ninguém falou como é viver na rua
e é ali onde você vai se virar

Nunca achou que isso fosse lhe acontecer
Pois sua posição política iria lhe comprometer
E agora não tem mais onde ir
E o seu orgulho nada vale aqui
Pois não há mais nenhum álibi
Nem o que barganhar

Deve ser ruim, deve ser ruim
Não ter aonde ficar
Completamente sozinha
Como uma pedra a rolar

Nunca encarou os palhaços e mágicos
Fazendo truques, rindo pra você
Nunca entendeu, que não se pode
Usar os outros pra se ter
O que se quer

Você, que desfilava com seu diplomata
Que num cavalo reluzente tudo lhe tomava
Agora é tarde para voltar
Sei que é duro, mas vai aceitar
Você não tem mais nenhum segredo
Nem mais charme pra jogar

Deve ser ruim, deve ser ruim
Não ter aonde ficar
Completamente sozinha
Como uma pedra a rolar

Princesa, com seu séquito brilhante
Cheia de presentes, pra esnobar
Agora não tá fácil
Teve que tirar o seu anel de diamantes
E penhorar

Você só queria ir se divertir
Tal qual Napoleão, quando foi mentir
E agora não tem nada a fazer
Quando não se tem nada
Nada se tem a perder
Você está invisível agora
A ilusão acabou

Deve ser ruim, deve ser ruim
Não ter onde ficar
Completamente sozinha
Como uma pedra a rolar

Tarde Demais

•8 de julho de 2010 • 2 Comentários

Eu não sei onde é que estou agora na verdade

e não sei por onde devo começar

pelo início, pelo fim ou pela metade?

se é que a verdade iremos encontrar.

Pobreza total versus tecnologia

tudo errado, mãos vazias

a loucura anda pra frente

o progresso anda pra trás

é sempre o mesmo filme no cartaz..

A mesma idéia, supremacia

é o fundo do poço, barrigas vazias

Inventar alguma coisa que já existia

é mais um banho de água fria.

Andar pra frente e não olhar pra trás

estava escrito nas manchetes de alguns jornais

o segredo dos mais fortes

a fraqueza dos normais

é o mesmo filme e já não dá cartaz…

já faz uma semana ou já faz um mês

que eu procuro um sentido pra entender vocês

mas a última chama se apagou de vez,

estou no escuro outra vez…

(Guarany)

Depressão

•8 de julho de 2010 • Deixe um comentário

Depressão… existem milhões de pessoas no mundo inteiro nessa situação, existe esse mal no mundo todo, da falta de companheirismo, da injustiça, da indiferença, do orgulho, enfim… é natural do homem que está cada vez mais moderno e tecnológico e paradoxalmente está se atrofiando e confiando cada vez mais em seus instintos e cada vez ficando menos evoluido nesse espírito de grupo, família…. o homem está ficando egoísta… e o que podemos fazer? vamos ficar levando porrada? se auto- punindo? vamos ficar perdendo tempo culpando os outros? nos culpando? não podemos… o tempo que temos não se deve desperdiçar… deve-se usar a melhor ferramenta que nos foi dada, nossa dádiva maior… o amor… o amor próprio, o amor pela natureza, o amor pelos outros… AMOR, ele é a garantia de que esses mals humanos existem pra nos fazer refletir, fazer enaltecer cada vez mais essa palavra mágica, mística, cósmica de 4 letras: AMOR…
As vezes rola aquele vazio, ah, estou mau… esse mal mau me deixa dormir, comer… nos falta alimento, nos falta  o Amor, só ele recheia a alma, só ele equilibra a frágil ponte do rio Kwai das nossas emoções, dos nossos sentimentos… o poeta estava errado, ele disse, Tempo é dinheiro, mas “Tempo é amor” e devemos aproveitar e nos dedicar a esse amor….ao amor próprio que é a grande engrenagem que nos move rumo a nossa felicidade e nosso crescimento espiritual… isso feito o resto conspira e tudo e tudo vira luz! Gostaria que entendesse que isso significa sim um puxão de orelha, mas é daqueles puxões pra cima e não pra baixo… Espero que ao menos eu tenha feito vc pensar um pouco e que vc tome as suas próprias conclusões… Tempo é amor… vim aqui dedicar um pouco do meu pra ti… bjo fica com Deus!

o ás de espadas

•5 de julho de 2010 • 4 Comentários

Há algo a ser decifrado

que

quando está silêncio

é compreendido

e nunca

é compreendido

quando o grito soa

há algo a ser decifrado…

(Guarany)

(leia de baixo pra cima também)

PRESENÇA

•1 de julho de 2010 • Deixe um comentário


É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo…
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Metade

•29 de junho de 2010 • Deixe um comentário

Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que o homem que eu amo seja pra sempre amado
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a uma mulher inundada de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

The Long And Winding Road

•27 de junho de 2010 • Deixe um comentário
Impressionante como ouvir certas músicas te fazem voltar no tempo, que ouvindo ressuscitam lembranças quase esquecidas,  que vem a tona e te jogam pra cima ou pra baixo numa velocidade incrível… essa é uma dessas músicas que me traz muitas lembranças… mais abaixo a tradução dela… boa tarde de domingo a todos…
The long and winding road
That leads to your door
Will never disappear
I’ve seen that road before
It always leads me here
Lead me to your door

The wild and windy night

That the rain washed away
Has left a pool of tears
Crying for the day
Why leave me standing here
Let me know the way

Many times I’ve been alone

And many times I’ve cried
Anyway you’ll never know
The many ways I’ve tried

But still they lead me back

To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Don’t leave me waiting here
Lead me to your door

But still they lead me back

To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Don’t keep me waiting here
Lead me to your door

A Longa e Sinuosa Estrada

A longa e sinuosa estrada
que leva até sua porta,
Jamais desaparecerá,
Eu já vi esta estrada antes.
Ela sempre me traz até aqui,
Conduz-me até sua porta.
Na noite selvagem e tempestuosa
que a chuva eliminou,
Deixou uma piscina de lágrimas
Chorando pelo dia.
Por que me deixar aqui sozinho?
Mostre-me o caminho.
Muitas vezes eu fiquei sozinho
e muitas vezes eu chorei
De qualquer forma você nunca saberá
de quantas formas tentei,
Mas ainda assim elas me trazem de volta
à longa e sinuosa estrada
Você me deixou esperando aqui
há muito tempo atrás,
Não me deixe aqui esperando,
Guie-me à sua porta
Mas ainda assim elas me trazem de volta
à longa e sinuosa estrada
Você me deixou esperando aqui
há muito tempo atrás,
Não me deixe aqui esperando,
Guie-me à sua porta

Dom Quixote

•25 de junho de 2010 • Deixe um comentário

Composição: Humberto Gessinger / Paulo Gauvão

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d’água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
“Ás” de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem… Até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Muito prazer… Ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Queda Livre

•23 de junho de 2010 • Deixe um comentário

Quatro horas em transe

sem lugar pra pousar

no espaço tudo gira

nada fica no lugar

venha comigo

vamos juntos voar

procurar um lugar seguro

e ver a terra girar

…..Quanto tempo temos pra respirar?

….Quanto tempo temos pra nos deixar levar?

“Quanto mais se foge mais perto se quer estar”

… Quanto tempo temos pra amar? amar???

(Guarany)

Faz parte

•23 de junho de 2010 • Deixe um comentário
Música chamada Faz parte dos Engenheiros do Hawai…
não sei porque resolvi postar esse vídeo… eu desafino, erro tocando mas enfim… errar mas não desistir de tentar… essa é uma versão minha da música… e foi gravada a uns 4 anos atrás…
Composição: Humberto Gessinger

Por um pedaço de pão, por uma estória pra contar
Por acaso, por um triz, só pra contrariar tua direção
Tua mão a indicar o rumo certo, o caminho mais curto

Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar

Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra
Um sentido escondido em algum lugar

Devolva-me o que você levou… ou
Leve-me contigo: perca-se comigo

Sempre me perco pelas mesmas ruas
Não trago mapas, não leio as placas
Não sigo pegadas quando sei que são tuas

Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar
Se perdi o tom foi pra escapar da tua atração:
Canto de sereia em alto mar

Devolva-me o que você levou… leve-me contigo: perca-se comigo

Guerra e paz II

•22 de junho de 2010 • Deixe um comentário

A noite tudo se transforma

e só o acaso pode decidir

o que pensar, onde seguir

Nunca é tarde enquanto acreditamos

e não importa em que pensamos

vamos lutar (vamos ganhar) vamos sofrer

Pois queremos sobreviver…

Na noite tudo se revela

e nada pode interferir

quanto falar, quanto ouvir

Nunca é tarde enquanto acreditamos

e não importa em que pensamos

vamos chorar (vamos cantar) vamos sorrir

Devemos nos permitir…

(Guarany)

SALVEM O PLANETA

•22 de junho de 2010 • Deixe um comentário

È pessoal, a situação é grave, emergente, vivemos na corda bamba, o aquecimento global, poluição química, radioatividade, o desmatamento da floresta Amazônica (pulmão do mundo) que faz força pra respirar. O pior é que muitas pessoas não pensam em sua própria existência e não se sensibilizam pra mudar esse quadro, nossos filhos/netos/bisnetos irão tentar sobreviver por causa desse descaso… Vamos ajudar a terra a se recuperar! Vamos deixar as mediocridades de lado, as inutilidades do dia a dia, as perdas de tempo… vamos ajudar, vamos nos conscientizar, vamos fazer a nossa parte… usem os meios sociais pra isso… não custa nada… vamos usar 30 segundos das nossas vidas pra divulgar e incentivar essa prática, cuidar dos rios, dos lagos, recicle seu lixo, não jogue lixo na rua, limpe as praias, cuide das plantas, proteja os animais, tome banhos rápidos, ao escovar os dentes deixe a torneira fechada o máximo possível, não desperdice água, ela está acabando, se tiver que cortar uma árvore plante outra, evite poluição sonora e visual, procure usar produtos de limpeza biodegradáveis,não fume, não queime lixo doméstico, são pequenas atitudes que fazem a diferença e não custam nada. Vamos ajudar a divulgar essa idéia. Vamos usar nossos Twitters, blogs, flogs, orkuts, enfim todo meio possível de divulgação, isso é muito importante, custa 30 segundos na sua vida. Vamos salvar a terra ou pelo menos heróicamente nos movermos para ajudá-la.

alguns links úteis de quem se interessa no desenvolvimento sustentável, na preservação e na evolução humana:

http://planetasustentavel.abril.com.br/

http://www.fas-amazonas.org/pt/

http://sustentavel-desenvolvimento.blogspot.com/

http://vidasustentavel.perus.com/

http://www.rumosustentavel.com.br/

http://atitudesustentavel.com.br/

http://sustentavel20.wordpress.com/

http://reciclagemsustentavel.blogspot.com/

http://www.conceitoecologico.com/

http://www.espacoecologiconoar.com.br/

http://projetonaturezaviva.blogspot.com/

http://wefollow.com/GreenpeaceBR

http://vozdanaturezaes.blogspot.com/

adicionem seus links e divulguem essa idéia, repassem ao próximo…

Abaixo deixo o vídeo Planeta água, música composta por Guilherme Arantes

Composição: Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão…

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população…

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos…

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão…

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação…

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra…

Terra! Planeta Água

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão…

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população…

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra…

Terra! Planeta Água

Guerra e Paz

•21 de junho de 2010 • Deixe um comentário

… Quando o dia cede e a noite cega,

quando o sol se põe, se opõe a sede.

Quando não há estrelas no céu,

um raio parte em qualquer parte.

Já é tarde na colina, o horizonte já não ilumina,

as minas, as sinas

não destroem mais, não se iludem mais,

Guerra e Paz…

Não destroem mais, não fazem nada… nada mais…

…Guerra e paz…

(Guarany/Ricardo Cruz)

Os 5 Ritos Tibetanos

•21 de junho de 2010 • Deixe um comentário
Todos buscam uma vida mais feliz com vitalidade, saúde e longevidade. Uma técnica prática que nos auxilia nessa busca, vem do Tibete.
Os ritos tibetanos formaram um conjunto de exercícios físicos com concentração, praticado nos altos Himalaias. Foram descobertos pelo ocidente em 1939 e praticados hoje por todo o planeta.
Seus movimentos estimulam os Chakras e a todo o sistema gandular com contração e alongamento. A prática é simples mas eficaz. Não se necessita muito tempo e em poucos dias já se notam beneficíos físicos e energéticos.
Se possível faça no inicio 3 repetições de cada movimento do rito e vá aumentando a cada semana até chegar a 21 repetições de cada movimento. Todo movimento se inicia com inspiração e contração das nádegas, e após o ápice do movimento, vá soltando o ar, voltando a posição inicial. Todos os exercicíos devem ser feitos com muita concentração e consciência corporal. A dor é sinal de que algum movimento está errado. Ouça uma boa música!!!
Os Ritos são cinco exercícios leves e rápidos, que podem ser feitos por qualquer pessoa, bastam vontade e concentração. Eles têm como objetivo harmonizar os sete centros de energia do nosso corpo, chamados também de chakras, localizados nas sete glândulas: reprodutora ou gônadas, pâncreas, supra-renais, timo, pineal ou epífise, e pituitária ou hipófise.

O vídeo abaixo mostra os exercícios como são :

RITO 1

Fique em pé, com os braços na horizontal, e gire, num círculo completo, todo o corpo no sentido horário [sentido dos ponteiros de um relógio que estivesse nos seus pés]. Para diminuir a tontura, procure fixar o olhar em um ponto fixo, o máximo que puder, durante o giro. Diminuir a velocidade de giro do corpo também ajuda a diminuir a tontura. Descançe até sumir a tontura, antes de ir para o Rito 2.
RITO 2
Deite de costas no chão, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para baixo, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem um pouco para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e as pernas, mantendo os joelhos firmes e retos, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem um pouco e depois repita o rito. Ao repeti-lo, vá estabelecendo um ritmo mais lento para sua respiração. Inspire profundamente quando estiver levantando as pernas e a cabeça, e exale ao descê-las. Inspire e exale sempre pelo nariz. Entre as repetições, no relaxamento, continue respirando no mesmo ritmo. Quanto mais profundas as respirações, melhor.
RITO 3
Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo. Nesse movimento você se escorará nas mãos que se apóiam nas coxas. Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Como no Rito 2, você deve estabelecer uma respiração ritmada. Inspire profundamente quando arquear a espinha para trás e exale ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, porisso encha os pulmões o máximo que conseguir.
RITO 4
Primeiro, sente-se no chão com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente, ao lado das nádegas. Depois, incline a cabeça, fazendo o queixo tocar o peito. Em seguida, incline a cabeça para trás o máximo possível. Ao mesmo tempo, erga o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem retos. O tronco e as coxas deverão ficar retos e alinhados horizontalmente em relação ao chão; os braços e as canelas estarão em posição perpendicular ao chão. Então, tensione todos os músculos do corpo que puder. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir este rito. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante o tensionamento dos músculos e exale completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.
RITO 5
Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar flexionados. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 40 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobrando-se nos quadris, erga o corpo até ele ficar como um ‘V’ invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posiçao inicial e repita o rito. Tensione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo. Siga o mesmo padrão de respirações profundas e lentas que usou nos outros ritos. Inspire ao erguer o corpo, em V, e exale quando o abaixar. Lembre-se de que você só volta à posição inicial – deitado de bruços no chão – quando tiver completado todo o ciclo de repetições.

Ser Ator

•20 de junho de 2010 • 1 Comentário

ser ator é conviver com o mundo
estando fora dele
observar o tempo passar
fingindo o triste esquecimento

ser ator é abraçar o mundo
quando não se tem fé no alheio sentimento
(ainda por ternura, ainda por amor)

ser ator é decorar o texto sem sentido
roto e repetido
o texto que não fala ao coração
o texto que não consola
o texto de um autor
há muito fora de moda

ser ator é subir ao procênio sem platéia
sem riso e sem aplauso
encenando a loucura do próprio gênio
(por si, para si)

ser ator é desejar todas as almas do mundo
com suas máscaras
e dramas e comédias
e posição em cena
por desejo de tornar-se
sem jamais realmente poder vir a ser

ser ator é conviver com fantasmas
que lhe contam coisas ao longo dos atos da vida
sempre anotando tudo
sempre aclarando a memória
que acaba por se tornar outra coisa

ser ator é,
ouvir,
para não esquecer
para representar
no imaginário e fantasia
aquilo que não poderia ser a realidade
(mas é)

ser ator é ver a cortina se encerrar
para no palco se sentar
e indefinidamente aguardar
o verdadeiro espetáculo
da vida

que a de começar
que a de começar
que a de começar!

Fonte: http://palavraguda.wordpress.com/2009/05/15/ser-ator/